A partir desta terça-feira (9), candidatos à primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B na Bahia devem realizar o exame toxicológico. A medida foi implementada pelo Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) após a aprovação da Lei nº 15.153/2025, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e amplia a exigência do exame, antes restrito às categorias C, D e E.
Como é realizado o exame toxicológico
O exame toxicológico de larga janela de detecção é feito a partir da coleta de uma pequena amostra de cabelo ou pelos do corpo. Segundo a biomédica Jéssica Magalhães, o material coletado é lacrado e enviado para análise laboratorial, onde se verifica a presença de substâncias psicoativas e seus metabólitos.
A preferência é pela coleta de cabelo, que oferece uma estimativa mais precisa da janela de detecção. Quando o cabelo não é suficiente, utilizam-se pelos corporais de áreas como pernas, braços, peito ou axilas.
Substâncias detectáveis e janela de detecção
O exame pode identificar substâncias como anfetaminas, metanfetaminas, cocaína, maconha (THC), opiáceos, opioides e algumas drogas sintéticas. A detecção de álcool não é o foco deste exame, que utiliza outros marcadores para tal avaliação.
Com o cabelo, substâncias podem ser detectadas até 90 dias após o consumo, considerando o tempo necessário para que o fio cresça e incorpore a substância.
Procedimentos e cuidados durante a coleta
A coleta é feita preferencialmente na região occipital da cabeça, para garantir um melhor resultado estético. O procedimento é rápido, indolor e não requer preparo especial, apenas a apresentação de documento de identificação e informações sobre medicamentos prescritos.
Procedimentos químicos como tinturas e alisamentos podem afetar a análise, mas laboratórios utilizam metodologias para minimizar interferências e avaliar as condições das amostras.
Confirmação e precisão dos resultados
Os resultados inicialmente reagentes são confirmados por técnicas analíticas precisas, reduzindo a possibilidade de falsos positivos. Protocolos rigorosos garantem a rastreabilidade da amostra desde a coleta até a análise.
Os candidatos podem solicitar contraprova, dependendo da política do laboratório responsável. A renovação automática da CNH para bons condutores, aprovada pelo Senado, mantém a obrigatoriedade de exames de aptidão física e mental.



