A 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) encerrou com um marco significativo em Salvador, atraindo mais de 330 mil pessoas ao Centro Histórico durante cinco dias de eventos gratuitos. Este número consagra a edição como a maior desde a criação do festival.
Programação diversificada e homenagens
Organizada pela Fundação Casa de Jorge Amado, que se prepara para celebrar 40 anos em 2026, a Flipelô reuniu literatura, música, artes visuais, gastronomia e cultura popular. O evento destacou o Pelourinho como um dos principais centros culturais do Brasil. Nesta edição, a escritora Myriam Fraga, idealizadora da festa, foi homenageada, assim como o artista Calasans Neto.
Participação internacional e local
A programação contou com mais de 500 escritores, incluindo autores brasileiros e convidados internacionais de países como Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha e Sri Lanka. Entre os participantes estavam Carla Madeira, Ana Maria Gonçalves, Aline Bei, e outros renomados escritores.
Espaços culturais e gastronômicos
A produção literária baiana teve destaque com a presença de escritores e editoras locais. Locais como a Casa das Editoras Baianas e o Espaço Infantil Mabel Velloso foram dedicados à literatura. A Rota Gastronômica Amados Sabores, inspirada na poesia de Myriam Fraga, envolveu 46 restaurantes, enquanto a Rota dos Museus ofereceu entrada gratuita a diversos espaços culturais.
Inclusão e sustentabilidade
A Flipelô promoveu a inclusão com o Espaço Acessibilidade no Terreiro de Jesus, oferecendo atividades para pessoas com deficiência. A Feira da Sé e o Espaço Sustentabilidade abordaram temas de economia e preservação ambiental.
Impacto cultural e comunitário
Para Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, a décima edição foi histórica, reforçando o compromisso com a literatura e a cultura. A Flipelô é vista como uma construção coletiva que fortalece o Pelourinho como um centro cultural vibrante, além de manter a gratuidade como uma de suas características principais.



